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	<description>histórias, pensamentos e a terra molhada</description>
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		<title>A ditadura do instantâneo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 16:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Acontece que agora o mundo exige que sejamos concisos. Eu já estava me acostumando a isso. Em roteiro, o melhor é escrever usando o mínimo possível de palavras, de forma clara e direta. Afinal, é um material para ser lido por uma equipe que necessita de indicações muito objetivas sobre o que está acontecendo no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=889&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/2010_1.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/2010_1.jpg?w=500&#038;h=247" alt="" title="o tempo voa! pintura de Kevin Sloan" width="500" height="247" class="aligncenter size-full wp-image-905" /></a></p>
<p>Acontece que agora o mundo exige que sejamos concisos. </p>
<p>Eu já estava me acostumando a isso. Em roteiro, o melhor é escrever usando o mínimo possível de palavras, de forma clara e direta. Afinal, é um material para ser lido por uma equipe que necessita de indicações muito objetivas sobre o que está acontecendo no filme, para então poder transformá-las nas cenas concretas que a gente adora ver, cheias de ação, drama e situações interessantes. Roteiro não é livro. Até aí, tudo bem. </p>
<p>O problema é que não é só o roteiro de cinema que pede para o escritor ser sucinto. Outro dia fui fazer minha inscrição em um evento de games para conscientização (o Games for Change, que aconteceu em São Paulo há algumas semanas) e o site me pedia para escrever minha biografia em 140 caracteres. Não lembro bem se era 140 ou 180, fato é que era um absurdo assim, à moda do Twitter.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem6.png"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem6.png?w=300&#038;h=97" alt="" title="140 caracteres?" width="300" height="97" class="alignleft size-medium wp-image-891" /></a></p>
<p>E daí tudo precisa ser muito rápido. As informações chegam e se vão em centésimos de segundo, correndo, fugindo, pedindo para serem clicadas, e logo depois se escondem, somem no meio de tantas outras! Se algum internauta ousado publica um texto um pouco mais longo, já é acusado de ser prolixo. São tantos estímulos instantâneos, tantas imagens, tantas <em>gags</em>, que qualquer coisa que dure mais de um alguns minutos já é o suficiente para a sensação de se estar perdendo tempo.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem7.png"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem7.png?w=200&#038;h=300" alt="" title="esse livro é uma graça" width="200" height="300" class="alignright size-medium wp-image-893" /></a></p>
<p>Se tem uma coisa que eu adoro é sentir que aproveito o tempo o máximo possível. E isso não significa fazer mil coisas em uma hora, sabe? Mas sim fazer uma coisa bem feita, de corpo e alma presentes. Agora há pouco fui à livraria e me lembrei de como é gostoso poder caminhar sentindo as coisas boas que nos cercam. Mas sentindo de coração, desfrutando mesmo, sem ansiedades, sem julgamentos. Estava procurando um presente e achei um livro chamado <em>Da colheita para a mesa</em>, que é lindo. Fala sobre como termos um olhar consciente sobre os alimentos, prestando atenção na melhor época para cada legume, fruta ou verdura&#8230;  cuidando nos alimentarmos de modo saudável e em respeito ao ritmo da natureza.</p>
<p>Nós, seres humanos do agora, forçamos o tempo! Queremos ter nossos alimentos favoritos todos os meses. Então os produtores plantam as sementes, enchem as mudinhas de veneno, colhem os frutos rapidamente&#8230; e o resultado disso nós devoramos num piscar de olhos. Por que gastar vinte minutos para cozinhar um macarrãozinho, se podemos fazer em um três minutos e já com o tempero pronto, olha só? Afinal, temos que trabalhar, temos que correr atrás de dinheiro, não podemos perder tempo, um minuto que seja&#8230;</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/alimentacion-infantil-frutas-verduras-p.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/alimentacion-infantil-frutas-verduras-p.jpg?w=500" alt="" title="assim, sim!"   class="alignleft size-full wp-image-897" /></a></p>
<p>E parece que isso também está acontecendo com as crianças. Criadas cheias de estímulos rápidos, de propagandas de roupas e de brinquedos daqueles que fazem tudo sozinhos. Pela vida corrida e cheia de ansiedade dos adultos, essas crianças vão aprendendo que as coisas são descartáveis. E se as coisas são descartáveis, as pessoas também podem ser. Onde está o valor que se dá ao eterno, ao aprendizado que não é passageiro como a vida das pilhas que se acabam? Esse aprendizado que está nos livros, nas histórias em que a gente mergulha e não quer mais largar, no contato de verdade com as pessoas, nos abraços, nos animais e na natureza? No sentir a vida de forma intensa e maravilhosa?</p>
<p>E aí me pedem para escrever em 140 caracteres. Antes eu até gostava. Sabe, pensava que pudesse ser um desafio à sagacidade. Mas agora eu vejo que parece muito mais uma tentativa desesperada de se deixar marcas (passageiras) no mundo, do que um verdadeiro estímulo à criatividade. Afinal, a vida não é feita de minutos e segundos, ou da quantidade de letras com que se escreve uma frase. A Vida, sim, é feita da matéria com que preenchemos essas lacunas. É feita de momentos com os nossos amigos, de passeios pelo mundo, de histórias boas, de alimentos preparados e desfrutados com carinho, de reflexões e de uma consciência real acerca do que está ao nosso redor. A verdadeira Vida, ela sim, é feita de Amor. Tanto faz se isso vem em dois segundos ou em cem horas, em duas frases ou em cinco volumes. O que é eterno é eterno, e nisso não dá para colocar ponto final.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/889/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/889/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=889&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">140 caracteres?</media:title>
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		<title>Meus jardins secretos</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 18:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem5.png"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/imagem5.png?w=500&#038;h=286" alt="" title="Jardim Secreto" width="500" height="286" class="aligncenter size-full wp-image-878" /></a></p>
<p>&#8220;O Jardim Secreto&#8221; sempre foi um dos meus filmes favoritos. Desde criança, quando o vi pela primeira vez – e olha que nem lembro em que ocasião foi &#8211; o fato é que ele ficava na minha cabeça. Os jardins, aquela coisa misteriosa que a gente não sabe onde se localiza exatamente. A sensação de andar sobre a grama úmida cheia de sementes, cheias de segredos que só as raízes das plantas conhecem.</p>
<p>Ao mesmo tempo, criar um jardim é como criar uma parte de nós mesmos. Escolher o que se planta, mas não escolher exatamente tudo, já que sempre há alguma coisa que não se sabe completamente. Sempre há uma parte intocada, e talvez a beleza de tudo seja mantê-la em segredo mesmo. Em segredo para os outros e até para nós.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc08263.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc08263.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="Jardinando em casa" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-843" /></a></p>
<p>Fato é que os jardins sempre povoaram a minha mente, com toda essa carga dramática que eu atribuo a eles. Tanto foi que, tempos depois, descobri que cultivá-los dependia apenas de mim. Comprei as mudas, a terra, os vasos, fiz do meu tempo a minha dedicação a eles. É maravilhosa a sensação da terra entre os dedos quando se planta uma muda, seja ela de manjericão ou lavanda, de alecrim ou das capuchinhas que servem até para comer nos dias quentes de verão.</p>
<p>Mas esses jardins se estendem ainda mais. Quando descobri em alguma fotografia os campos de tulipas holandesas, isso já se tornou uma grande meta para mim, ainda não que não fosse concreta. Eu sabia que algum dia iria querer vê-las de perto, sentir que tudo o que me rodeia são só elas e mais ninguém. Eu as colocava nas histórias que escrevia, sem parar. Apareceram até no roteiro do meu TCC, que se chamava &#8220;Tulipas&#8221;. Demorou até que eu percebesse que essa ânsia por ver essas flores podia se tornar uma realidade. E lá fui rumo a esse sonho, na cara de na coragem, mochila nas costas, viajando sozinha pela primeira vez na vida.</p>
<p>A Holanda estava em primavera. E já saindo do aeroporto em Amsterdam, quando vi a primeira tulipa em um canteiro, meu coração já se encheu de alegria. Não eram de mentira, eram tão verdadeiras como eu mesma me encontrava ali em presença, tocando-as e sentindo as suas pétalas macias e os seus caules compridos bem verdes.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc05956.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc05956.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="primeiras tulipas!" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-844" /></a></p>
<p>Estavam por toda parte. Nas casas, nas ruas, nos jardins onde o sol batia bem quentinho (ainda fazia um pouco de frio). Mas eu queria mesmo era ver os campos, o campos infinitos de tulipas vermelhas, amarelas, negras, brancas, rosas, como as havia visto do alto, lá do avião. </p>
<p>Mas demorou. Por conta da Festa da Rainha que deixou a cidade apinhada, aproveitei para visitar um amigo em Paris, o Walter, que estava fazendo doutorado lá. Claro, a Cidade Luz também é incrível e me tomou muita atenção. Por cada rua que passava, geralmente sozinha, eu me reconhecia e me conhecia, trocando ideias com as pessoas, com os lugares, com as árvores e cachorros, com o céu e com o sol, anotando em meu caderno o que não quisesse esquecer de jeito nenhum. </p>
<p>E lá &#8211; olhe só &#8211; também fui a um Jardim. O Jardim de Monet. Maravilhoso, cheiroso, todo salpicado de flores. Milhares delas, que faziam a casa parecer uma grande pintura viva. </p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06962.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06962.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="casa de monet" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-853" /></a></p>
<p>O bom de viajar sozinha é que ninguém enche o saco para ir embora ou fazer compras, então me dei ao luxo de passar tanto tempo quanto quisesse naquele jardim. Conheci cada cantinho e descansei em um dos bancos, ao sol. Havia muitas crianças lá, em excursões de escola com professorinhas francesas. Que maravilha deve ser morar no país onde viveu Monet. </p>
<p>Vi depois as suas obras no Museu do Impressionismo, na cidade onde ele morava, Giverny. Novamente, muitas pinturas de flores e de jardins, de natureza. É um contato com a natureza que é impressionante, e muito calmante também, como se ela fosse mesmo uma grande mãe com seus braços a nos acolher, sussurrando: &#8220;não tenha medo, o mundo tem muitas coisas lindas para você!&#8221;.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06911.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06911.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="flor de monet" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-848" /></a></p>
<p>Então voltei à Holanda e já faltavam poucos dias para vir embora. Eu quis deixar por último a visita aos Jardins Keukenhof, que é esse enorme, gigantesco jardim paradisíaco de tulipas, crocos, narcisos e tantas outras flores. Quis deixar por último porque queria que ele fosse a lembrança mais fresca na minha memória.</p>
<p>Peguei um ônibus bem cedo e saí de Amsterdam. Os jardins ficam em Lisse, que é uma cidade perto de lá, pequenininha. Estava com uma expectativa muito alta, pois era meu último dia na Holanda e nos dois anteriores havia chovido muito. Apenas nesse dia o sol brilhava muito forte e me senti muito feliz por isso.</p>
<p>Quando entrei no jardim, foi aquela alegria sem tamanho. Fiquei andando por todos os cantos, sorrindo feito pinto no lixo, querendo tirar fotos pra não me esquecer nunca, nunca, do quão belo era aquele lugar. Como no jardim de Monet, descansei um tempão ouvindo os sons da natureza, desenhei o que via, escrevi. Era um lugar muito inspirador.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc07616.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc07616.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" title="keukenhof, finalmente!" width="300" height="225" class="alignright size-medium wp-image-854" /></a></p>
<p>Mas então eu descobri que o jardim não estava em sua plenitude. Alguns dias atrás, enquanto eu estava em Paris, os jardineiros haviam podado as flores que já começavam a  sofrer por causa do calor do fim da primavera. Por isso os campos e os canteiros não estavam tão cheios. </p>
<p>Então fiquei triste com isso. Porque sempre uma parte de nós quer o perfeito, e fiquei chateada ao ver que diante de mim estava o quase-perfeito. Fiquei alguns minutos lutando comigo mesma, me culpando por não ter ido lá antes, até conseguir entender que eu já estava vivendo um sonho tão grande que seria muito egoísmo querer mais do que já estava recebendo.</p>
<p>Voltei para casa realizada, em contato com raízes profundas que eu nem sabia que existiam. Deixei uma parte muito grande de mim naquele lugar, naqueles jardins. Deixei meus segredos, que agora as plantas e as flores também conhecem. Mas também encontrei novos segredos, novos sonhos, novas vontades. Lá eu pude andar de bicicleta depois de muito tempo, e nessa sensação do vento no rosto eu vi o quão libertador pode ser viajar sozinha, me conhecendo melhor, conhecendo melhor o mundo, os sentimentos, as pessoas, de uma forma intensa.</p>
<p>Minha viagem não terminou, não há dúvidas disso. Ela está só começando, e se os jardins forem sempre a minha maior motivação, que eles então permaneçam sempre intocados e misteriosos dentro de mim, chamando-me a cada dia para descobrir as suas maravilhas.</p>
<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06943.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/12/dsc06943.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" title="flores e seus segredos" width="500" height="375" class="aligncenter size-full wp-image-885" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/839/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/839/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=839&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frase antiga</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 01:07:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juro que estou tentando escrever um post interessante para este blog. Até estão saindo umas coisas legais, mas o último texto que escrevi acabou ficando tão grande que vou ter que pensar em uma forma de condensar para caber aqui. Ficar muito tempo sem escrever no blog dá uma enferrujada. A linguagem, a forma, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=827&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Juro que estou tentando escrever um post interessante para este blog. Até estão saindo umas coisas legais, mas o último texto que escrevi acabou ficando tão grande que vou ter que pensar em uma forma de condensar para caber aqui. Ficar muito tempo sem escrever no blog dá uma enferrujada. A linguagem, a forma, o conteúdo. Às vezes me esqueço de que o ambiente é bem mais casual do que costumo imaginar que seja. Por incrível que pareça, é difícil treinar essa forma mais livre de escrever.</p>
<p>Aproveito então para colocar esse vídeo do Pedrinho Valença e do Weslley Fonseca cantando no CAJU. Acho tão bonito como eles arranjam as vozes, e como a letra fala de uma angústia comum a todos nós. Procurar respostas e não encontrar, o conflito com o tempo e a busca por uma paz perdida. E o mais singelo de tudo é o burburinho no fundo, enquanto estávamos almoçando e conversando animados.</p>
<p>Bem, fiquem com a canção. Ela se chama &#8220;Frase Antiga&#8221;. </p>
<p>Boa noite a todos!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://lastjasmines.wordpress.com/2011/12/21/frase-antiga/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ScQBEpJrxWo/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>.<br />
<em>Noite&#8230; Por que que o tempo passa devagar?<br />
Só sei que a qualquer hora vem o sol<br />
Tempos, ainda há mais perguntas a fazer<br />
Não sei se alguém irá nos responder</p>
<p>Eles dizem que o tempo pode curar qualquer ferida<br />
Cansei de esperar<br />
Mas numa frase tão antiga, já tantas vezes repetida<br />
Respostas encontrei</p>
<p>Entregar o meus caminhos ao Senhor<br />
Confiar nEle, e o mais Ele fará<br />
É fácil de cantar<br />
Preciso aprender<br />
Posso viver feliz</p>
<p>Talvez a vida nunca traga explicações<br />
Mas Deus em Sua essência é Amor<br />
Quando bater no coração tão forte dor<br />
Lembro, Deus tem uma grande obra em mim</p>
<p>Precioso é o tempo mais do que qualquer conquista<br />
Tem muito pra ensinar<br />
E essa verdade tão antiga, se for real em minha vida,<br />
Vai devolver a paz.</p>
<p>Se entregar os meus caminhos ao Senhor,<br />
Confiar nEle e o mais Ele fará<br />
É fácil de cantar<br />
Preciso aprender<br />
Posso viver feliz.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/827/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=827&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Flores por aí</title>
		<link>http://lastjasmines.wordpress.com/2011/12/13/flores-por-ai/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 21:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Belas-Emílias, sorridentes e agradecidas ao bom argentino que, neste dia, decidiu pintar a cerca de vermelho. Ano de 2010, nas ruas frescas do verão de Mendoza.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=794&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/10/dsc00452_out1.jpg"><img src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2011/10/dsc00452_out1.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" title="porque passei a ver cores" width="500" height="666" class="aligncenter size-full wp-image-784" /></a></p>
<p>Belas-Emílias, sorridentes e agradecidas ao bom argentino que, neste dia, decidiu pintar a cerca de vermelho. </p>
<p>Ano de 2010, nas ruas frescas do verão de Mendoza.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/794/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/794/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=794&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Reminiscências de uma abobrinha</title>
		<link>http://lastjasmines.wordpress.com/2011/12/08/reminiscencias-de-uma-abobrinha/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 21:45:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava presa havia muito tempo. Deitada em meio a dezenas de corpos inertes, respirava com dificuldade o ar gelado e úmido, em um ritmo que se fundia ao som constante de um motor e da água corrente do encanamento. Angustiou-se; fazia horas que não se movia. Tentou mudar de posição, mas um estranho dormia pesado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=770&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava presa havia muito tempo. Deitada em meio a dezenas de corpos inertes, respirava com dificuldade o ar gelado e úmido, em um ritmo que se fundia ao som constante de um motor e da água corrente do encanamento. Angustiou-se; fazia horas que não se movia. Tentou mudar de posição, mas um estranho dormia pesado sobre parte de seu corpo. Precisava exercitar algum músculo. Conseguiu apenas deslizar o olhar pelo pequeno ambiente imerso em escuridão.</p>
<p>Não era como uns que sonham em ser glorificados como mártires. Seu desejo era particular e íntimo. Não esperava ser reconhecida pelo atual sofrimento, mas pela glória que alcançaria quando finalmente se espatifasse em solo quente, fervilhante e inebriante em aromas. Pois o mesmo destino pelo qual muitos lamentavam, este sim, constituía seu principal objeto de desejo.</p>
<p>Observava os escolhidos em sorte; lançava murmúrios invejosos àqueles que se aprontavam na saída, deixando-a novamente para trás. O ar quente do exterior da geladeira, de tempos em tempos, tomava seu corpo acostumado ao frio. Nessas horas, ela sentia um misto de alívio e euforia, logo tomados pela mortificante sensação do desprezo. O que haveria de tão repugnante em si para que não fosse escolhida como os outros?</p>
<p>Olhou seu reflexo na porta, onde gotas d’água escorriam pelo vapor da variação de temperatura. Tudo o que via era a si mesma, com a pele esverdeada que lhe era típica, manchada em vincos superficiais na forma esguia de seu corpo. Viu-se e gostou do que viu; tentou sorrir, mas o frio a impediu de fazê-lo. Não parecia haver nada de errado com sua imagem. Talvez fosse o cheiro.</p>
<p>Esfregou-se em uma caixa de papel espesso, coçou as costas, braços e pernas; sentiu uma crescente e falsa euforia. Cheirou-se, mas nada sentiu além do odor suave da pele, que trazia reminiscências de suas origens – sensações distantes e inalcançáveis. Tudo parecia perfeitamente normal, mas algo a impelia a acreditar que fora cuidadosamente selecionada para nunca mais sair dali.</p>
<p>Conforme o desânimo a tomava devagar, suspirou e se deixou cair sobre os outros corpos adormecidos. Entregou-se também aos leves e superficiais sonhos, repletos de sentidos e algumas cores antigas; lembrou-se rapidamente de sons, gemidos, risadas dos tempos longínquos em que desfrutara da luz do sol em jardins imensos e infinitos. Tentava recordar a sensação da liberdade, mas o ar gelado que inspirava a trazia de volta à realidade de escuridão. Um peso no estômago transbordante de sementes.</p>
<p>Por um tempo que não se permitiu ser contado, ela ficou nesse vai e vem anestesiante. Não reparou, dessa forma, na porta que se abria novamente, preparando o caminho para as gigantescas mãos, severas e controladoras de todo destino: sem muito demorar, apontaram com dedos abertos suas presas, fazendo-as ecoar guinchos de euforia pela misericórdia de serem escolhidas. Outros calavam-se, temerosos pelo que haviam de encontrar no mundo do além.</p>
<p>Os sonhos que ela rememorava fundiram-se à intensa luz vinda de fora, ofuscando os olhos pequenos, pouco acostumados à claridade. Mal conseguiu respirar e logo foi agarrada pela imensa mão. Enquanto tentava entender o que se passava, teve espasmos de inquietação e carinho: sentia-se abraçada por completa, enfim protegida da solidão. Em instantes que lembravam a eternidade, conseguia desfrutar do misterioso e ofuscante amor pelo qual tanto esperara.</p>
<p>Foi elevada pelas mãos diante de olhos profundos, zelosos e ternos. Sentia-se finalmente aprovada, e seus suspiros de emoção fundiam-se ao líquido ralo que deixava sair de si conforme era cortada transversalmente em rodelas que expunham sua intimidade.</p>
<p>Teve vontade de chorar, mas não de dor. Sorrindo um sorriso permanente, ouvia ao longe vozes e um cantarolar distorcido. Suas lembranças de jardins iluminados voltavam. Sentiu o cheiro da família, da terra molhada, dos amigos; recordou a sensação de estar ao sol depois de mais uma rega no verão.</p>
<p>Enfim, foi novamente elevada pelas mãos e, vislumbrando o que havia embaixo, espatifou-se em solo quente. Em meio aos aromas inebriantes com os quais sempre sonhara, foi se deixando murchar conforme abandonava seu corpo mortal e voltava-se, em espírito, para o mundo de suas ideias. </p>
<p>Já não estava mais presente em consciência quando, enfim, foi degustada em uma das setenta mesas do restaurante.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/770/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/770/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=770&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Calmaria</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 22:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje cedo, passei a ver cores. Pois ontem, enquanto eu caminhava pelas ruas, o que encontrava eram cinzas de vulcão – de vulcão explodido, aberto pelos ares, como os que espalham a alma e o corpo em pedacinhos. Nos céus, mirava as nuvens como a fumaça do que passa, feito o tempo. Nos prédios, projetava o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=732&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje cedo, passei a ver cores. Pois ontem, enquanto eu caminhava pelas ruas, o que encontrava eram cinzas de vulcão – de vulcão explodido, aberto pelos ares, como os que espalham a alma e o corpo em pedacinhos. Nos céus, mirava as nuvens como a fumaça do que passa, feito o tempo. Nos prédios, projetava o inalcançável, com reflexos do que poderia ser e não era – com luzes artificiais, com cortinas a disfarçar o desconhecido&#8230;</p>
<p>Mas hoje, quando arranco dos olhos as pálpebras e quando molho e lavo meu cérebro adormecido, então sinto o cheiro de verdade – dos jasmins que estão na janela e eu não via, do azul do céu que não enxergava; o cheiro doce das nuvens que posso acariciar com a ponta dos dedos; o gosto vivo das laranjas e o ritmo passional das ruas que se mostra com o pulsar a me lembrar que a vida anda.</p>
<p>O vulcão continua em atividade, com ferventes lavas e o magma e o que é quente e furioso – assim como estão ali as geleiras que se desprendem, lutando para congelar lágrimas no tempo – mas, por favor, Vida, não me peça para revelar agora as agruras de minha natureza. Pois hoje passei a ver cores e achei tão bonito&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/732/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/732/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=732&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O perigo de uma única história</title>
		<link>http://lastjasmines.wordpress.com/2010/05/27/o-perigo-de-uma-unica-historia/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 23:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha querida Tati Otaka me mandou esse vídeo. Nele, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre o perigo de se contar (e ouvir) uma única história, ou seja, de se ter um só ponto de vista sobre as coisas a partir de relatos e narrativas. A forma como ela fala é simplesmente cativante.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=708&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<object width="446" height="326"><param name="movie" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf"></param><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="bgColor" value="#ffffff"></param> <param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ChimamandaAdichie_2009G-medium.flv&su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ChimamandaAdichie-2009G.embed_thumbnail.jpg&vw=432&vh=240&ap=0&ti=652&introDuration=16500&adDuration=4000&postAdDuration=2000&adKeys=talk=chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story;year=2009;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=the_creative_spark;theme=master_storytellers;theme=new_on_ted_com;theme=words_about_words;event=TEDGlobal+2009;&preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><embed src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" width="446" height="326" allowFullScreen="true" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ChimamandaAdichie_2009G-medium.flv&su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ChimamandaAdichie-2009G.embed_thumbnail.jpg&vw=432&vh=240&ap=0&ti=652&introDuration=16500&adDuration=4000&postAdDuration=2000&adKeys=talk=chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story;year=2009;theme=speaking_at_tedglobal2009;theme=the_creative_spark;theme=master_storytellers;theme=new_on_ted_com;theme=words_about_words;event=TEDGlobal+2009;"></embed></object>
<p>Minha querida Tati Otaka me mandou esse vídeo. Nele, a escritora nigeriana Chimamanda Adichie fala sobre o perigo de se contar (e ouvir) uma única história, ou seja, de se ter um só ponto de vista sobre as coisas a partir de relatos e narrativas. A forma como ela fala é simplesmente cativante.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/708/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/708/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=708&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Breve aparição da libélula</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 23:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Como podem ver, eu abandonei esse blog por um tempo. Estive repensando um monte de coisas na vida, e escrever no blog certamente foi uma coisa para qual não tive empolgação suficiente. Nesse tempo, o twitter foi uma mão na roda. Simples, rápido, não precisa pensar muito e o diálogo é mais fácil de acontecer. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=705&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como podem ver, eu abandonei esse blog por um tempo. Estive repensando um monte de coisas na vida, e escrever no blog certamente foi uma coisa para qual não tive empolgação suficiente. Nesse tempo, o twitter foi uma mão na roda. Simples, rápido, não precisa pensar muito e o diálogo é mais fácil de acontecer. Realmente é uma ferramenta bem mais inteligente que o orkut, por exemplo, desde que não passemos o dia todo lendo sites que outras pessoas indicam. Enfim, nunca é bom ficar o dia todo preso a uma coisa, então esse conselho é meio besta.</p>
<p>Mas enfim, 2012 tá aí, furacões tropicais de escala 6 nos esperam nos próximos meses, pessoas trabalham no que não gostam, outras vivem, outras pensam, outras agem e outras aguardam que as forças do universo ajam por elas. Eu estou descobrindo que posso sair desse último grupo. É bom roteirizar a própria vida, mas às vezes é preciso que sejamos diretores, ou no mínimo atores dispostos a viver o que imaginam.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/705/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/705/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=705&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os barqueiros e os óculos</title>
		<link>http://lastjasmines.wordpress.com/2010/04/24/os-barqueiros-e-os-oculos/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 21:29:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive meio desanimada essa semana, com altos e baixos. O piquenique no Parque Villa Lobos, com a criação do quadro coletivo e a companhia sempre balsâmica dos amigos da faculdade foi algo que me deixou bem pra cima, mas os momentos de solidão em casa têm sido bem angustiantes. Nunca pensei que ter que acordar, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=692&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive meio desanimada essa semana, com altos e baixos. O piquenique no Parque Villa Lobos, com a criação do quadro coletivo e a companhia sempre balsâmica dos amigos da faculdade foi algo que me deixou bem pra cima, mas os momentos de solidão em casa têm sido bem angustiantes. Nunca pensei que ter que acordar, tomar café da manhã e escrever roteiros de filmes algum dia seria enfadonho, mesmo porque meu sonho sempre foi trabalhar em casa a hora que eu quisesse, podendo parar para fazer o que eu tivesse vontade. Mas agora sinto como se houvesse uma obrigação para a liberdade, ou algo parecido. E o problema disso é sempre a falta de disciplina, que me deixa fazer primeiro o mais fácil e empurra o trabalho pra quando já estou cansada demais pra pensar.</p>
<p>Mas o fato é que estou descobrindo cada vez mais que a criação coletiva é o que me estimula de verdade. Posso escrever coisas boas quando estou sozinha, não duvido disso, mas a angústia que pago pela solidão não compensa. Vou terminar o longa, mas não vejo a hora de entrar na fase de produção (espero que não demore mais do que dois anos) e poder elaborar melhor os detalhes com outras pessoas. Além disso, me contenta saber que, agora que o Brilhante F.C. <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2010/04/21/finalistas-do-fictvmais-cultura/">ganhou o edital do Minc</a>, vou voltar a criar histórias em equipe. A troca de ideias é sempre muito rica e me faz muito bem.</p>
<p><a href="http://www.etsy.com/listing/43030594/slight-disadvantage-limited-edition?ref=cat1_gallery_19"><img class="alignnone size-full wp-image-697" title="Slight Disadvantage by Drake Brodahl" src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2010/04/slight-disadvantage.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Uma vez eu usei a <a href="http://lastjasmines.wordpress.com/2009/09/14/como-barquinhos-no-oceano/">metáfora dos barquinhos</a> para falar sobre honestidade, e acho que agora posso usá-la para falar de construção de ideias de um modo mais amplo. É assim: existe um oceano enorme de possibilidades. Existem muitos peixes, muitas algas, muitos bancos de areia e quem sabe algumas sereias de cabelos desbotados. Existem nós, os barqueiros, cada um com seu barco e seu par de óculos sub-aquáticos (que não deixam a água salgada arder os olhos). Eu vejo só o que está ao meu redor, e isso não passa de um raio de vinte metros. Posso colocar no meu relatório: este oceano contém corais amarelos e arraias douradas. Você, provavelmente, vai ver outras coisas. Minha avó vai ver outras mais, e não necessariamente as mesmas que eu vi. Percorrer todo o caminho para ver tudo o que todo mundo já viu é quase impossível, dado o tamanho e a profundidade do oceano. E, claro, chega uma hora em que a atividade se torna inevitavelmente maçante.</p>
<p>Mas existe uma possibilidade de tudo ser muito mais estimulante e agradável. Com a simplicidade de um &#8220;oi, tudo bem?&#8221;, é possível explorar partes gigantescas do oceano. Se dois barqueiros se juntam para contar o que viram, o simples navegar solitário já se torna uma missão: não vivo apenas para meu próprio conhecimento, mas para o crescimento de outra pessoa, e vice e versa. Na troca de experiências, a vida pulsa e ganha um sentido mais completo. Assim, histórias fantásticas podem surgir, e provavelmente esses barqueiros de vida pacata tomariam ciência da explosiva guerra das mil léguas submarinas responsável pelas sereias refugiadas ou pela tonalidade dos corais. Veriam, enfim, que o mundo é sempre maior do que o que achamos que é, na nossa pequena e confortável ignorância do dia-a-dia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/692/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/692/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=692&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Raio Verde</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 12:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natália Maeda</dc:creator>
				<category><![CDATA[me veio de repente]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos tempos em que eu criava o projeto de seriado Théo, meu tutor e amigo Claudio Yosida me contou de sua admiração por Eric Rohmer e me indicou um dos seus melhores filmes, O Raio Verde, de 1986. Anotei o nome, mas só fui ver muito tempo depois. Já aconteceu de vocês terem visto um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=671&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2010/04/imagem20.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-668" title="Le Rayon Vert" src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2010/04/imagem20.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nos tempos em que eu criava o projeto de seriado <em>Théo</em><em>,</em> meu tutor e amigo Claudio Yosida me contou de sua admiração por Eric Rohmer e me indicou um dos seus melhores filmes, <em>O Raio Verde, </em>de 1986. Anotei o nome, mas só fui ver muito tempo depois. Já aconteceu de vocês terem visto um filme e pensado: &#8220;nossa, se o tivesse visto antes, certamente minha vida teria sido melhor&#8221;? Foi assim.</p>
<p><em>O Raio Verde</em> conta a história de Delphine, uma jovem parisiense que não tem nada para fazer nas suas férias de julho depois que uma amiga desiste de viajar com ela. Sempre observadora, Delphine se sente deslocada do mundo e das pessoas, não consegue se envolver completamente em nenhuma situação e está sempre descontente. Ela viaja de um lado para o outro, sem rumo, conhecendo pessoas e fugindo das ocasiões em que se sente ameaçada. Mas, no processo, começa a perceber que existe sim uma esperança de mudar, de amar a si mesma e aos outros, de se sentir amada e feliz. Uma esperança que corta o horizonte como um raio verde ao fim do poente.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-670" title="Le Rayon Vert" src="http://lastjasmines.files.wordpress.com/2010/04/imagem211.png?w=500" alt=""   /></p>
<p>Assisti-lo me fez relembrar uma época em que eu era como Delphine. Reclusa, triste, observadora ao extremo, deslocada do mundo e achando que era a princesa perdida em uma torre fria de marfim, inatingível por todos &#8211; e, como percebi depois, por mim mesma. Foi difícil mudar &#8211; e, por mais que por vezes ainda me sinta no terrível direito de querer ficar sozinha olhando para o teto como se fosse a tela de um filme que não acontece, hoje consigo enxergar novas perspectivas.</p>
<p>Sinto que vivo mais. Sinto que consigo ser mais honesta com meus sentimentos, consigo me expressar com mais fluência e &#8211; principalmente, me relacionar com as pessoas de forma a pulsar o amor que há em mim. O amor que antes era invisível, inalcançável, oculto pela camada da razão e da intelectualidade extremas &#8211; que disfarçavam com aparente sucesso o meu enorme pavor de estar viva.</p>
<p>Há amor em mim, há amor em nós. O raio verde não é um mito. Apesar de ser difícil vê-lo, está lá, esperando para preencher o céu com esperança lancinante. E, caso deixemos passar o instante decisivo, há um consolo: o sol se põe todos os dias &#8211; logo, sempre há uma nova chance para mudarmos o que nos tem impedido de sermos felizes.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lastjasmines.wordpress.com/671/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lastjasmines.wordpress.com/671/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lastjasmines.wordpress.com&amp;blog=4021202&amp;post=671&amp;subd=lastjasmines&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">nataliamaeda</media:title>
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